Entre grades e palavras: literatura, humanização e prática educativa no cárcere feminino a partir de Carolina Maria de Jesus
DOI:
https://doi.org/10.47734/iluminart.v25.01.p-14Palavras-chave:
Literatura; Cárcere Feminino; Educação no cárcere; Humanização.Resumo
A literatura, compreendida como direito humano fundamental e como forma privilegiada de elaboração simbólica da experiência social, ocupa papel central nos processos de humanização. Em contextos de privação de liberdade, especialmente no cárcere feminino, a negação do acesso à educação e à cultura aprofunda desigualdades históricas relacionadas à classe social, ao gênero e à raça. Partindo desse cenário, o presente artigo configura-se como um ensaio teórico, de natureza bibliográfica, fundamentado na pedagogia histórico-crítica, em estudos literários e em análises críticas do sistema prisional. O objetivo é analisar a literatura como prática de humanização e resistência no cárcere feminino, tomando como referência a obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus. Argumenta-se que a leitura literária, quando mediada pedagogicamente, pode constituir-se como prática educativa crítica, contribuindo para a formação da consciência, para a reconstrução subjetiva e para a afirmação da dignidade humana de mulheres privadas de liberdade.
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