Formação continuada docente: na era da pseudociência

Laura Carolina Dinamarco

Resumo


Num cenário de desvalorização do conhecimento científico, das inúmeras tentativas de disseminação de “teorias” sem comprovação/fundamentação, de defesa do criacionismo, Terra plana, movimentos antivacinação, astrologia, entre outros que compõe a era da pseudociência, é possível notar que o papel social da escola e do professor passam por total descredibilidade intencionada por governos neoliberais e conservadores.  Tendo em vista o panorama político, histórico e social do país, entendemos a necessidade uma análise crítica para ressaltar a importância da formação científica do professor. Desse modo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica tendo como base os trabalhos de autores que contribuem com a proposta de educação contra-hegemônica e calcada na defesa dos conhecimentos científicos como forma de construção cultural e desenvolvimento da nação. Portanto, o trabalho em questão explicita elementos que contribuem para advogar em prol da formação docente que seja capaz de diferenciar saber científico do senso comum e proporcionar formas de construir a relação professor-aluno fundamentada na conscientização, problematização, práxis pedagógica e atuação consciente e intencional dos professores e alunos no processo de transformação social. Para tanto, a pesquisa aponta a necessidade de um incentivo à docência e o desenvolvimento de habilidades didático-pedagógicas respaldando-se em embasamentos científicos e sociais.


Palavras-chave


Educação; Ensino; Formação de Professores

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Referências


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